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SHEMA YSRAEL, YAOHUSHUA ELOHENU UL, YAOHUH  ECHAD! Dt 6:4.

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Rosh Hashaná - A Festa das Trombetas

 
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Rosh Hashaná, comemorado no primeiro e segundo dias do mês hebraico de Tishrei, é diferente de todas as outras festividades judaicas. Todas as demais marcam uma experiência significativa na história do povo yaoshorul'ita, enquanto que Rosh Hashaná celebra um evento universal: a criação do primeiro homem e da primeira mulher. Rosh Hashaná não é, portanto, apenas uma data sagrada para o judaísmo, mas uma celebração universal, que enfatiza a necessidade de que cada ser humano tenha plena consciência de sua missão nesta vida.

Rosh Hashaná: O Dia do Julgamento

"Hayom harat olam"

Hoje é o dia do nascimento do mundo. Hoje Ele convoca em juízo todas as criaturas do universo..."
(...da oração de Mussaf de Rosh Hashaná)

O Zohar, obra em que se alicerça a Cabalá, ensina que quando o primeiro homem foi criado, o CRIADOR imediatamente o informou acerca de seus poderes, revelando-lhe sua missão de vida: "...Frutificai-vos e multiplicai-vos e enchei a terra, subjugando-a e dominando os peixes do mar e as aves dos céus, bem como todo ser que se arrasta pela terra" (Gn 1:28). O Criador ordenava, pois, aos primeiros homem e mulher criados que conquistassem e governassem o mundo todo.

Os mestres revelam o verdadeiro significado dessa missão atribuída ao homem de “conquistar o mundo”. Explicam-nos que quando o CRIADOR criou Adám, sua Divina vida permeou e irradiou-se por todo o seu ser, dando-lhe, assim, o poder de dominar os outros seres. Mas que quando as demais criaturas chegaram-se a Adám para coroá-lo como seu criador, ele lhes apontou o engano, dizendo: “Reunamo-nos e juntos exaltemos ao CRIADOR, o nosso Criador!”

A missão de “subjugar o mundo” significa que o propósito do homem, nesta vida, é santificá-la, a começar por ele e os que o cercam, para que todos os seres vivos saibam que o CRIADOR é o nosso UL. O CRIADOR criou apenas um homem – dele criando a mulher – e impôs a ambos, esta tarefa. O Talmud explica que uma das razões para que o CRIADOR criasse apenas um ser humano foi transmitir o ensinamento de que cada um de nós é um microcosmo do universo todo. Os mestres dizem que cada ser humano deve habituar-se a dizer “o mundo todo foi criado apenas por minha causa”. Não se trata de uma afirmação de egocentrismo ou egoísmo. Bem ao contrário, significa que cada pessoa tem sobre si a responsabilidade por todo o restante do mundo. Como cada um de nós representa Adám, cada um de nós herda e carrega a missão ordenada pelo CRIADOR [Yaohushua] à primeira criatura humana em quem Ele insuflou vida. Assim sendo, qualquer um de nós tem a capacidade de “subjugar o mundo”. Se a pessoa não cumpre essa tarefa e não utiliza os seus inestimáveis poderes divinos da forma mais plena possível, terá falhado não apenas ele, mas sua falha afetará o bem-estar e o destino do mundo inteiro. Esta conscientização de maior poder do indivíduo e de responsabilidade coletiva e as subsequentes decisões e ações que tal conscientização enseja são dos principais temas dos dias sagrados de Rosh Hashaná.

Aniversário da Criação

Na liturgia de Rosh Hashaná, proclamamos: “Hoje é o dia do nascimento do mundo, do início da Obra de Tuas mãos...”. Mas, por que Rosh Hashaná é chamado de “início da Obra Divina” se a Criação do mundo se iniciou cinco dias antes de Adám ser formado? Por que seria este o dia chamado de “primeiro” quando, conforme revela a Toráhh, era, de fato, o sexto dia?

Uma das respostas à estas perguntas é que no sexto dia da Criação – o primeiro dia do mês hebraico de Tishrei – a existência teve conteúdo e sentido com a criação de Adám e Khavyáo. O aniversário do mundo não é computado a partir da criação das galáxias, plantas ou animais, que não possuem o livre arbítrio; nem tampouco é calculada a partir da criação dos anjos, que cega e infalivelmente seguem todas as ordens e diretivas Divinas. Mais precisamente, o propósito do universo se concentra na força interna do ser humano de escolher entre o bem e o mal, de viver consoante com a vontade de Seu Criador ou não. No sexto dia da Criação, quando Adám e Khavyáo abriram seus olhos e contemplaram o mundo Divino, foram agraciados com a opção de a Ele atender ou a Ele se opor. O ser humano é o protagonista da história ininterrupta do universo e, portanto, a sua criação foi o que determinou o primeiro dia do mundo.

A cada Rosh Hashaná, repetimos o apelo de Adám a todas as criaturas vivas: “Vinde, para que juntos louvemos e nos curvemos, ajoelhando-nos diante do CRIADOR, nosso Criador”. Durante os dois dias dessa festividade, intensificamos a nossa conscientização da presença do CRIADOR, comprometendo-nos a aumentar nossa percepção de Sua Majestade e de Seu domínio sobre nossas vidas. Por esta razão, proclamamos em nossas preces de Rosh Hashaná: “Nosso CRIADOR e o CRIADOR de nossos pais, reina sobre todo o universo com Tua glória; eleva-Te sobre toda a terra, na Tua magnificência, e manifesta-Te no esplendor da majestade do Teu poder a todos os habitantes do Teu universo. E saberá todo ser vivo que Tu o fizeste, e toda criatura que Tu a criaste, e todo aquele em quem insuflaste uma vida, proclamará: “O CRIADOR, o CRIADOR de Yaoshor'ul, é Rei Majestoso e Seu Reino a tudo domina”.

O Talmud (Rosh Hashaná 10b-11a) conta que além da criação de Adám, outros inícios significativos ocorreram em Rosh Hashaná. Os Patriarcas Abraham e Yaohuh'cáf nasceram nesse dia. Abraham representou um novo despertar para toda a humanidade após Adám e Noach não terem conseguido disseminar o monoteísmo e a moralidade pelo mundo. Yaohuh'cáf foi um recomeço para o povo yaoshorul'ita, pois por seu intermédio os yaoshorul'itas se tornaram uma família que, a partir de então, desenvolveu-se em uma nação. E foi também em Rosh Hashaná que o povo yaoshorul'ita, no Egyto, foi dispensado do trabalho escravo, marcando o início de sua libertação que culminaria no Monte Sinai, onde receberam a Toráh, tornando-se, a partir de então, um povo amadurecido a ponto de constituir uma verdadeira nação.

Por que dois dias? A explicação cabalista

O fato de Rosh Hashaná marcar o aniversário da Criação é exatamente a razão que faz dessa data o Dia do Julgamento. Qualquer plano deve ser avaliado, de tempos em tempos, para ver o seu andamento, se atingiu seus objetivos e propósitos. Como Rosh Hashaná foi o primeiro dia em que um ser com um propósito determinado passou a fazer parte deste mundo que conhecemos, o CRIADOR escolheu esse dia para a avaliação anual de Seu universo e do quanto os seres humanos tinham alcançado em levá-lo à perfeição. Nós, yaoshorul'itas, o Povo Eleito, recebemos d’Ele a ordem de cumprir todos os mandamentos de Sua Toráh. Os não yaoshorul'itas têm a obrigação de cumprir as Sete Leis de Noach, que proíbem idolatria, blasfêmia, assassinato, imoralidade sexual, roubo, ingestão de qualquer parte de um animal vivo e a corrupção da justiça. Os não yaoshorul'itas também têm a obrigação de praticar caridade, atos de bondade e zelar pela eficiência e justiça de seus tribunais civis. Fazendo isto, estarão se capacitando a serem enxertados na Árvore!

Nos dois Dias do Juízo, o CRIADOR julga yaoshorul'itas e não yaoshorul'itas, indistintamente, bem como todos os outros seres vivos. Pois está escrito: “Em Rosh Hashaná, o Dia do Ano Novo, será inscrito e no Yom Kipur, o dia de jejum da Expiação, será confirmado: quantos terão de sair do convívio humano e quantos terão que nele entrar; quem viverá e quem morrerá... quem em sossego e quem em meio a tumulto... quem em pobreza e quem em abundância; quem será elevado e quem humilhado será”. Enquanto, por assim dizer, o CRIADOR está em Seu Trono Celestial, julgando-nos, nós oramos implorando pela vida, saúde e sustento para o ano vindouro, pois que em Rosh Hashaná os atos de cada indivíduo são minuciosamente examinados; durante esses dois dias, estão sendo julgados, pelo Juiz e Provedor Celestial, o destino e o sustento, no ano por vir, de cada um dos seres vivos sobre a terra. Os estudiosos místicos ensinam que o comportamento do povo yaoshorul'ita afeta não apenas a sua própria sentença, a ser proferida em Rosh Hashaná, mas também a do mundo e daqueles que nele habitam.

Durante o ano, as comunidades que vivem fora de Yaoshor'ul celebram as festas judaicas durante um dia a mais do que aqueles que habitam a Terra Santa. No entanto, mesmo os que residem em Yaoshor'ul têm que guardar a data sagrada de Rosh Hashaná por dois dias – no primeiro e segundo dias do mês de Tishrei. O Livro do Zohar, escrito pelo grande místico e mestre da Toráh, Rabi Shimon bar Yochai, explica o porquê: Rosh Hashaná, o Dia do Julgamento, representa o atributo Divino da Guevurá – justiça e disciplina severas. E, como todas as criaturas vivas estão sendo julgadas em Rosh Hashaná e não suportariam a aplicação da severa sentença Divina, acrescenta-se um segundo dia à celebração. Esse segundo dia é principalmente governado pelo atributo de Malchut – que, sendo o atributo Divino que permeia o Shabat, é um atributo de julgamento clemente e misericordioso.

Nos dias que antecedem Rosh Hashaná, reunimo-nos nas sinagogas para recitar as preces de Selichot – pedidos de perdão Divino. O Zohar revela a importância da confissão dos pecados diante do Criador: “Aquele que encobre suas transgressões, jamais prosperará; mas quem as confessa e abandona, obterá a misericórdia” (Provérbios 28:13) do Santo, Bendito Seja Ele. Rosh Hashaná, portanto, não é apenas um dia de julgamento, mas especialmente de auto-análise e julgamento de nossos próprios atos.

Diariamente, mas em especial durante a festividade de Rosh Hashaná e nos dias que a antecedem e sucedem, cada um de nós deve indagar a si próprio quanto de seus propósitos conseguiu realizar e a que novas determinações de crescimento e aperfeiçoamento pessoal se propôs para o ano que está por iniciar. Cada um de nós, yaoshorul'itas, deve refletir sobre o fato de ter a responsabilidade de “subjugar e conquistar o mundo”, cumprindo as instruções do Criador do Mundo, por Ele entregues a nós em Sua Toráh. Em Rosh Hashaná, somos responsabilizados não apenas pelo que fizemos, mas também pelas boas ações que poderíamos ter realizado – e não o fizemos. Fomos bondosos e generosos com os menos favorecidos? Mantivemos nossa fé e elevada moral mesmo diante de provações e atribulações? Oramos com sinceridade e cumprimos os mandamentos do CRIADOR com seriedade de intenção e total entrega? Conseguimos elevar-nos e santificar o mundo através do estudo da Toráh – com a plenitude que estava a nosso alcance? O julgamento de Rosh Hashaná requer que pesemos as mínimas e infinitas possibilidades e oportunidades que são colocadas diante de nossos olhos, diariamente.

Ano após ano, nos dois dias de Rosh Hashaná, o CRIADOR determina se cada um de nós está desempenhando sua missão de vida em toda a sua plenitude – para assim santificar a si próprio e a todo o mundo, através da proclamação da Sua Majestade e de ações consoantes com as Suas determinações. Então, enquanto “...todos os habitantes do mundo desfilam diante d’Ele feito um rebanho”..., e Ele, como um apascentador, vistoria as suas ovelhas, determinando “o destino de cada criatura e anotando a sua sentença: ...quem viverá e quem morrerá..., quem em pobreza e quem em abundância, quem será humilhado e quem será elevado”...eis que, repentinamente, um som penetrante eleva-se da Terra e reverbera, em sua magnitude, pelos Céus. É o chamado do shofar, o simples toque de uma trombeta que anuncia que o Povo Eleito pelo CRIADOR está coroando-O como seu Rei, anunciando a todos os seres vivos que...”Yaohushua, o CRIADOR de Yaoshor'ul, é Rei Majestoso e Seu Reino a tudo domina”.

Proclamando mensagens com uma eloquência que as palavras jamais seriam capazes de transmitir, o simples chamado do shofar desperta a consciência do homem para um compromisso renovado e mais profundo com seus atos e missão de vida.

E o CRIADOR Misericordioso, Aquele que penetra nas profundezas do coração de cada um de nós, irá certamente responder a nosso propósito de tomar boas resoluções, enviando as Suas bênçãos para que as mesmas se realizem em sua plenitude.

Que neste Rosh Hashaná que se avizinha, possa Aquele que está nas Alturas Celestiais “erguer-se do Trono do Julgamento e sentar-se no Trono da Misericórdia”, para desta forma inscrever todos os Seus filhos no Livro da Vida, abençoando-os com um ano de paz, saúde, júbilo e tranquilidade material e espiritual.


Bibliografia:
• Commitment, Memory and Deed: www.chabad.org/holidays/JewishNewYear/
• The Neurology of Time; ibid
• The Man in Man; ibid
• To Will a World; ibid
• Rebbe’s Message – 25th of Elul, 5719 – Rabbi Menachem Mendel Schneerson, Z.T.K.L.
• Rosh Hashana Machzor – Artscroll Mesorah – Rabbi Nosson Scherman, Rabbi Meir Zlotowitz, Rabbi Avie Gold  
• The Wisdom of the Zohar – Isaiah Tishby (Editor), David Goldstein (Translator)

 

CONHEÇA A CRONOLOGIA by CYC - DESDE A CRIAÇÃO ATÉ OS NOSSOS DIAS

 

LE SHANÁ TOVÁ TICATÊVU

Rosh Hashaná é o ano novo yaoshorul'ita. Trata-se de uma festividade alegre mas ao mesmo tempo, solene, celebrada durante dois dias, tanto em Yaoshor'ul quanto fora da Terra Santa. Além de assinalar o começo do ano yaoshorul'ita, Rosh Hashana também é o início de um período de arrependimento de dez dias, que terminam no Yom Kippur. É ensinado aos yaoshorul'itas que no Rosh Hashana se decide o destino de cada yaoshorul'ita para o ano seguinte, mas a decisão tomada nas alturas não é selada até o Yom Kippur, podendo ser mudada para melhor no decorrer dos dez dias intermediários. Por conseguinte, são dias de exame da nossa vida e de arrependimento. Em outras palavras, a ênfase recai não só em sentir-se culpado pelo que se tenha feito ou deixado de fazer, mas também em decidir mudar do curso anterior que se vinha seguindo e agir diferentemente no futuro.

No primeiro dia do Rosh Hashana (ou o segundo, se o primeiro for sábado) é costume ir-se até as margens de um lago ou qualquer massa de água que contenha peixes e lá dizer uma prece chamada "Teshlich", afirmando que os pecado estão lançados na água.

As tradições do Rosh Hashana variam muito de uma comunidade para outra. Mas em todas elas, deseja-se mutuamente um bom ano. A véspera do Rosh Hashana é comemorada com um "Kiddush" e uma festa. entre os "ashkenaziim", a "challá" não é em forma de trança como no resto do ano mas sim redonda, simbolizando o ano que começou. É costume mergulhar o pão em mel, a fim de indicar a esperança de que o ano vindouro seja doce. As famílias tradicionalistas comem a cabeça de um peixe nessa noite, pois a palavra "Rosh" significa "cabeça" do ano. Come-se também uma maçã molhada em mel, para que o ETERNO lhe conceda "um ano bom e doce". Já os "sefaradim" têm o costume de comer abóbora, alho-poró, beterraba e tâmara na festa do Rosh Hashana.

O serviço de sinagoga é mais extenso, variado e solene que em outras ocasiões; as orações incluem passagens do Tanach, do Talmud, orações e poemas litúrgicos, alternando com a leitura da Toráh e o toque do Shofar.

O Shofar, instrumento feito de chifre de carneiro, é um antigo símbolo Yaoshorul'ita que nos recorda os momentos em que nosso patriarca Abraham estava disposto a sacrificar seu filho para cumprir a vontade divina, e o Senhor permitiu que sacrificasse um carneiro no lugar de Isaac. Esse som e o que ele representa transformou-se com o passar do tempo no momento mais importante dos dias de Rosh Hashaná.

Talvez com mais força do que outros povos, os yaoshorul'itas mantêm tradições culinárias bem fortes ligadas a suas datas comemorativas. Talvez o hábito de manter alimentos simbólicos à mesa tenha sido produzido pela dispersão do povo yaoshorul'ita, que em cada país do mundo termina adaptando sua culinária aos ingredientes locais — mantendo, porém, o simbolismo de alguns alimentos que representam sua história.

No caso do Rosh Hashaná há ingredientes que cumprem este papel, e normalmente são colocados à mesa nas refeições comemorativas — como a cabeça de peixe, a maçã, o bolo de mel. Mas um jantar de Rosh Hashaná pode ter no cardápio muitas das inúmeras iguarias da cozinha judaica

O diretor da Melhoramentos, Breno Lerner, conta um pouco da história e dos costumes do Rosh Hashaná, o Ano Novo yaoshorul'ita e do Yom Kipur, o Dia do Arrependimento


Qualquer yaoshorul'ita de classe média de São Paulo tem a mesma lembrança do Rosh Hashaná, o Ano Novo yaoshorul'ita: as carpas na banheira.

Sim, caro leitor, trata-se de uma festa religiosa, aliás, um dos momentos mais importantes do calendário religioso yaoshorul'ita. É o momento em que, segundo a crença religiosa, o povo yaoshorul'ita entra num período de reflexão e arrependimento, faz um balanço de suas ações no ano que passou e pede perdão pelos pecados cometidos. Para cada um de nós, significa ser inscrito no livro dos vivos no ano que se inicia.

E, como na maioria das celebrações judaicas, a comida tem um papel fundamental, daí as carpas na banheira. Explico-me: um dos pratos mais tradicionais do Rosh Hashaná é o gefilte fish, originalmente um peixe recheado e que, com o passar do tempo, virou bolinho de peixe.

 

Gefilte fish

O gefilte fish é feito tradicionalmente de carpa (de preferência de carpa viva), que deve ser deixada em água limpa por 2 ou 3 dias para perder seu característico gostinho de lodo.

Assim, nossas avós, após árduas negociações com o peixeiro da feira, conseguiam trazer as carpas vivas para casa e, quando chegávamos da escola e víamos os peixes na banheira, batata, batatorum... sabíamos que era a semana de ano novo.

Hoje em dia, os cozinheiros japoneses nos ensinaram que pegar a carpa viva e colocar algumas gotas de vinagre em sua boca provoca um violento processo de sudorese, que elimina em minutos o tal gosto de lodo.

 

Tradições culinárias

Espalhados pelo mundo e com tradições tão antigas, os yaoshorul'itas colecionaram uma quantidade enorme de usos e costumes culinários. As do Ano Novo yaoshorul'ita são inúmeras. Os yaoshorul'itas de origem Asquenazi (que vêm da Europa) costumam incluir no jantar maçãs e mel, para um ano doce.

O peixe é uma tradição: sempre nada para a frente e, usualmente, sua cabeça é oferecida ao decano da mesa como deferência especial. Alguns grupos yaoshorul'itas do Iraque proíbem o peixe no Ano Novo, pois a palavra “dag” (peixe, em hebraico) assemelha-se à “da`ag” que, que significa aflição ou preocupação.

Já os grupos mais místicos não comem nozes no Ano Novo. Um antigo estudo atribui valores numéricos a cada letra do alfabeto hebraico e, somando-se o valor das letras da palavra judaica para noz (“egoz”), obtém-se o mesmo valor que há nas letras da palavra pecado (“chet”)...

 

Yom Kipur

A galinha é a grande estrela do jantar após o jejum de Yom Kipur (o Dia do Arrependimento), que ocorre 10 dias após o Rosh Hashaná e é considerado o dia mais sagrado do ano yaoshorul'ita.

Todos os yaoshorul'itas adultos jejuam por um dia num ato de constrição e arrependimento, passando quase que o dia inteiro rezando na Sinagoga.

O jejum é quebrado, na maioria das vezes, ainda na Sinagoga, com um tradicionalíssimo bolo de nozes e mel. Em casa, o jantar tradicional começa com um peixe defumado ou marinado: a salinidade faz com que se tome mais líquidos e re-hidratar o organismo mais rapidamente.

 

Refeição láctea

Alguns grupos da Europa central costumam, neste dia, fazer uma refeição láctea: lokshem kugel (bolo de macarrão) ou as blintzes (panquecas) de queijo. Em quase todas as casas há, também, um prato de galinha. A antiquíssima cerimônia “kaparot” era realizada no lugar dos sacrifícios que ocorreram no grande templo de Yaoshua'oléym. A tradição permanece e a galinha substituiu a oferenda de um animal.

 

Huevos haminados

Outro costume envolve os yaoshorul'itas da Turquia. No jantar de "quebra-jejum" costumam servir huevos haminados (ovos cozidos por um processo especial que leva mais de 6 horas). O ovo sempre foi o símbolo da vida e da continuidade para muitos povos antigos. Diz a lenda turca que, se você dividir um huevo haminado com alguém, um ficará com raiva do outro até o fim do próximo ano.

Os yaoshorul'itas Sefaradi (do Oriente e da Península Ibérica) têm o couscous como prato de cerimônia para as festas de fim de ano. Comem acelga para remover os inimigos do caminho, a vagem de metro para aumentar as bênçãos recebidas, o doce de abóbora em pedaços para pedir que os nossos pecados sejam também reduzidos a pedaços, e a romã para que nossas virtudes se multipliquem como suas sementes.

Um costume mais recente manda decorar os bolinhos de peixe (gefilte fish) com rodelas de cenoura cozida para lembrar moedas e o desejo de melhorias para o ano que se inicia.

 

Receitas:

Chittarnee

Existiram 2 grandes comunidades judaicas na Índia, a de Bombaim e a de Calcutá. As receitas de ambas eram iguais na essência, mas tudo o que era feito com carne em Bombaim, era feito com frango em Calcutá: a comunidade de Bombaim tinha um shohet, ou seja, um rabino habilitado a abater animais segundo os rituais kasher (o código religioso sanitário que diz o que o povo yaoshorul'ita pode comer e o que não pode). Assim, a comunidade de Calcutá só comia carne quando o Shohet para lá viajava.

Ingredientes

1 kg de cebolas bem picadas
3 dentes de alho esmagados
2 col. (chá) de gengibre ralado
1 col. (chá) de açafrão
1 col. (chá) de canela em pó
1 col. (chá) de coentro bem picado
4 folhas de louro
6 filés de frango cortados em cubinhos
1/2 kg de tomates sem pele e sementes picado
3 col. (sopa) de vinagre
2 col. chá de açúcar
sal e pimenta-do-reino

Preparo: Numa panela grande doure a cebola em 6 colheres (sopa) de óleo por cerca de 15 a 20 minutos. Adicione o alho, o gengibre, os temperos e o louro. Cozinhe por 5 minutos. Coloque o frango e frite por 10 minutos, mexendo esporadicamente. Junte os tomates e cozinhe até que todo o líquido em excesso evapore ( cerca de 30 minutos). Para finalizar, coloque o vinagre e o açúcar e cozinhe em fogo baixo por 10 minutos. Sirva com arroz ou couscous.

 

Poire Pochèe

Esta receita foi descoberta recentemente em um livro de receitas para o Ano Novo do antigo bairro yaoshorul'ita de Paris. Tal livro fazia parte de um lote de antiguidades, levado a leilão em Londres em 1998. Estima-se ter sido escrito no período napoleônico.

Ingredientes

8 pêras bem rijas
2 xícaras (chá) de vinho tinto para sobremesa
suco de 1/2 limão
1 xícara (chá) de açúcar
3 paus de canela
1 baga de baunilha (ou 2 gotas de extrato)
1 col. (sopa) de raspas de casca de limão

Preparo: Descasque as pêras com o cabinho. Utilize uma panela grande o suficiente para nela caberem todas as pêras. Coloque o vinho, o suco de limão, o açúcar, a canela, a baunilha, as raspas e 1 xícara (chá) de água. Deixe ferver por 1 minuto. Coloque as pêras e cozinhe até amaciarem (de 10 a 15 minutos).
Retire-as e deixe o caldo reduzir à metade. Deixe esfriar por 5 minutos, coe e cubra as pêras. Leve à geladeira e sirva só, ou com o sorvete.

Para todos que aqui nos lêem, LE SHANÁ TOVÁ TICATÊVU [que todos nós sejamos inscritos para um bom ano]...

Selecionamos aqui mais algumas das Receitas judaicas que podem ser aproveitadas nesta comemoração:

 

01.  Salada dos tolos
Breno Lerner

Ingredientes

1 peito de peru, cozido em água e sal e em cubinhos
4 batatas grandes, cozidas e em cubinhos
1 maço de cebolinhas verdes, fatiadas bem fino

Molho
suco de 1 limão
2 dentes de alho esmagados
1 col. (chá) de mostarda em pó
1 col. (chá) de orégano
1 col. (chá) de hortelã bem picada
sal e pimenta-do-reino
½ xíc. (chá) de azeite de oliva extravirgem

Preparo: Misture muito bem todos os ingredientes do molho, menos o azeite. Vá acrescentando um fio bem fino de azeite à mistura, batendo sem parar. Reserve.  Para a salada, misture delicadamente o peru, as batatas e as cebolinhas. Tempere com o molho, mexendo suavemente. Deixe esfriar na geladeira e sirva.

Rendimento: 2 porções
Tempo de preparo: 30 min
Execução: muito fácil

 

02.  Peixe no vinho

Ingredientes

4 filés de peixe (Saint-Pierre ou linguado)
1 xíc. (chá) de uvas sem semente
¾ de xíc. (chá) de vinho branco seco
1 xíc. (chá) de creme de leite batido bem espesso
1 xíc. (chá) de figos em calda (se grandes, cortados em 2 ou 4)
sal e pimenta-do-reino a gosto

Preparo: Tempere os filés com sal e pimenta-do-reino. Unte uma assadeira com margarina. Preaqueça o forno a 450 ºC. Coloque os filés na assadeira. Espalhe as uvas por cima. Acrescente o vinho branco e asse por 12 minutos. Aqueça o creme de leite em uma caçarola em fogo baixíssimo. Quando o peixe estiver pronto, retire 6 colheres (sopa) do líquido do cozimento e misture ao creme, mexendo bem até incorporar. Transfira, com cuidado, os peixes e as uvas para uma travessa aquecida. Cubra com o creme. Decore com os figos em calda e sirva.

Rendimento: 2 porções
Tempo de preparo: 30 min
Execução: fácil

 

03.  Beigales ou pãezinhos de farinha de matza
Mariquinha Schkolnick

Ingredientes

2½ copos (250 ml) de farinha de matza (matzemeil)
½ copo (250 ml) de óleo
1½ copo (250 ml) de água
2 col. (chá) de sal
1 pitada de açúcar
4 ovos

Preparo: Ponha a farinha de matza em uma tigela. Em uma panela, coloque o óleo, a água o sal e o açúcar. Leve ao fogo até ferver e escalde a farinha de matza. Deixe esfriar completamente e adicione os ovos um a um, trabalhando sempre com as mãos até obter uma massa homogênea. Unte as mãos com óleo e faça pãezinhos redondos. Coloque os pãezinhos em uma assadeira untada com óleo e leve para assar até que fiquem dourados.

Rendimento: 30 unidades
Tempo de preparo: 1 hora
Execução: fácil

 

04.  Kneidales ou bolinhas de matza
Mariquinha Schkolnick

Ingredientes

1 copo (250 ml) de óleo
2 copos (250 ml) de água
3 copos (250 ml) de farinha de matza (matzemeil)
3 col. (chá) de sal
6 ovos inteiros
3 litros de caldo de galinha

Preparo: Misture bem todos ingredientes em uma vasilha grande até formar uma massa homogênea.Deixe descansar por aproximadamente 30 minutos. Com as mãos molhadas, enrole bolinhas do tamanho de uma colher de sobremesa. Cozinhe as bolinhas de matza no caldo de galinha. Quando elas subirem à superfície, estarão prontas. Sirva-as dentro do caldo de galinha.

Rendimento: 7 porções
Tempo de preparo: 20 min (+ 30 min de descanso)
Execução: muito fácil
Custo: barato

 

05. Klopich ou bolo de carne
Mariquinha Schkolnick

Ingredientes

1 kg de carne moída
1 pacote de sopa de cebola
2 col. (sopa) de maionese
1 cebola em cubinhos
cheiro-verde bem picado
3 ovos cozidos picados
maionese para cobrir
farinha de trigo para salpicar

Preparo: Misture os 5 primeiros ingredientes até obter uma massa homogênea. Forre uma superfície lisa de trabalho com filme plástico. Abra a massa de carne nessa superfície com um rolo de macarrão até ficar com a espessura de um dedo. Espalhe os ovos picados sobre a carne e enrole como um rocambole. Coloque o bolo de carne numa assadeira, cubra com maionese e salpique com farinha de trigo. Asse em forno convencional, em temperatura média, até dourar.

Rendimento: 10 porções
Tempo de preparo: 1 hora
Execução: fácil

 

06.  Varenikes de batatas
Mariquinha Schkolnick

Ingredientes

Massa
3 copos (250 ml) de farinha de trigo
1 col. (chá) de sal
4 ovos
2 col. (sopa) de óleo
1 copo (250 ml)de água morna

Recheio
3 kg de batatas cozidas
sal e pimenta-do-reino a gosto
3 cebolas em cubinhos fritas para servir

Preparo: Em uma vasilha grande, misture todos os ingredientes da massa até obter uma mistura lisa e homogênea. Embrulhe a massa em filme plástico e reserve. Polvilhe de farinha uma superfície lisa de trabalho. Abra, nessa superfície, a massa bem fino com um rolo de macarrão. Corte-a em círculos com um aro redondo de metal ou um copo. Reserve. Passe as batatas ainda quentes pelo espremedor de legumes. Tempere com sal e pimenta e misture bem. Divida o recheio de batatas pelos círculos de massa. Dobre a massa ao meio, formando semicírculos. Lacre a beirada dos semicírculos pressionando-a sucessivamente com a ponta dos dentes de um garfo. Cozinhe em água fervente, temperada com óleo e sal. Retire da água com uma escumadeira, deixe escorrer e sirva com a cebola frita por cima.

Rendimento: 30 unidades
Tempo de preparo: 1h10min
Execução: moderado

 

07.  Fígado com ovo
Mariquinha Schkolnick

Ingredientes

1 kg de fígado de galinha
1 litro de água
1 tablete de caldo de galinha
8 ovos cozidos
4 cebolas picadas em cubinhos fritas
sal e pimenta-do-reino a gosto

Preparo: Cozinhe o fígado na água com o caldo de galinha. Escorra o líquido. Pique o fígado e os ovos bem batidinho. Adicione a cebola frita, o sal e a pimenta. Sirva gelado, como entrada.

Rendimento: 6 porções
Tempo de preparo: 15 min
Execução: muito fácil

 

08.  Leicker ou bolo branco e de chocolate escuro
Mariquinha Schkolnick

Ingredientes

13 ovos (separe as gemas e as claras)
3 copos (250 ml)de açúcar
¾ de copo (250 ml) de água morna
¾ de copo (250 ml) de óleo
3 copos (250 ml) de farinha de trigo
2 col. (chá) de vanilina
2 col. (chá) de fermento em pó
4 col. (sopa) de chocolate em pó

Preparo: Bata as gemas com o açúcar até ficar uma mistura esbranquiçada. Acrescente a água, o óleo e torne a bater. Adicione a farinha e a vanilina. Unte uma fôrma grande, de buraco no meio, e polvilhe de farinha de trigo. Bata as claras em neve e acrescente-as à massa (sem bater). Junte o fermento e misture delicadamente (com uma colher de pau) de cima para baixo, sem bater. Despeje metade da massa na fôrma. Adicione o chocolate em pó ao restante da massa, misture delicadamente e despeje na fôrma por cima da massa branca. Asse em forno moderado, preaquecido, até que, ao enfiar um palito, este saia seco e limpo.

Rendimento: 15 porções
Tempo de preparo: 40 min
Execução: muito fácil

 

 

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