SHEMA YSRAEL, YAOHUSHUA ELOHENU UL, YAOHUH  ECHAD! Dt 6:4.

Escuta Yaoshor'u! Yaohushua é o nosso Criador; o Eterno é um Só!

 

O QUE FAZ MAL? O QUE ENTRA OU O QUE SAI DA BOCA DO HOMEM?

[o Lençol de Animais em At 10]

 

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Cuidado! Não faça experiência para comprovar.

“Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.” Mt 15: 18-20.

Observou? – Lavar as mãos!

NUNCA ESQUEÇA:

o Criador fez nosso corpo perfeito para nele morar. I Co 3:16.

Disse-me alguém enfaticamente: “Eu como caranguejo, siri, lagosta, camarão, peixe de couro, enfim, tudo que Moisés proibiu, porque quem autorizou a comer, não foi o homem, mas o próprio Messias”.

Depois, aquele amigo querido, citou o verso 11 de Mateus/Man’yaohuh 15, que diz: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem”.

Este apetite descontrolado está fundamentado em um verso isolado que desfigura o contexto, fato que me proponho dissecar agora, por amor a você!

Em primeiro lugar, aquele irmão equivocou-se ao dizer que quem proibiu comer carnes imundas foi Moisés/Mehushua. Não! o Criador é quem proibiu. Levíticos/Viyakró 11.

Em segundo lugar, Yaohushua é o Criador [Jo 1:3; Hb 1:2], e como tal, foi Quem proibiu as carnes imundas. Se as abonasse agora, estaria Se contradizendo. As Escrituras revelam o caráter do ETERNO e por consequência, a do nosso Criador, Yaohushua. Veja: 

Eu, o Criador, não mudo” – Ml 3:6.

“[Nele, o Pai] Não há sombra nem variação” – Tg 1:17.

“[o Criador] Não fará coisa alguma, sem antes ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” – Am 3: 7

“[o Criador] Não alterarei o que saiu dos Meus lábios” – Sl 89: 34

“A palavra do nosso Criador subsiste eternamente” – Is 40:8.

Logicamente, Yaohushua não poderá Se desdizer, ainda que o homem assim o deseje (Tt 1:2). 

Portanto, para entender o que Yaohushua quer ensinar neste verso, é preciso ler todo o capítulo 15 de Mateus/Man’yaohuh, senão, você vai descontextualizar e, como os ouvintes, ficar boquiaberto. Veja: Mt 15:15-16 – “E Kafos, tomando a palavra, disse-Lhe: explica-nos esta parábola. Yaohushua, porém, disse-lhe: Até vós mesmos estais sem entender”? 

Os discípulos ficaram atônitos diante daquilo que eles julgavam ser uma parábola. Sim, era a única conclusão. Só podia ser uma parábola! Tal conjectura é cabível, pois que a lei dietética de Levítico 11 era sagrada demais para todos os judaicos, tanto para os discípulos, como para os judaicos comuns, fariseus, irreligiosos, etc. O estonteamento dos discípulos, por conseguinte é natural, dada a posição em relação às coisas imundas condenadas e proibidas pelo Criador; agora ali presente entre eles.

A diferença, porém, é que para a solução do problema e consequente esclarecimento, os discípulos foram humildemente suplicar a Yaohushua e Ele os atendeu; clareando as nuvens negras que envolveram as palavras divinas: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca...”.

Hoje, lamentavelmente, percebi em centenas de pessoas com quem estudei a Bíblia que, havendo algo obscuro ou encoberto à primeira vista, ao invés de ir a Yaohushua e com humildade estudar Sua Palavra, comparando o texto; para se chegar à Verdade que o versículo quer ensinar, simplesmente concordavam com aquilo que, para elas, era mais conveniente.

Evidentemente, é muito mais fácil transgredir que sacrificar. Ler que estudar. Consentir que renunciar. Transigir que obedecer. Isso é próprio da natureza humana. Mas... não é o correto!

Com os discípulos foi diferente. Tomados que foram de estupefação tal, pois para eles, apenas ver ou sentir algo imundo lhes causava ojeriza (até de sua sombra corriam – ai deles pisar ou ser cortado pela sombra de alguém, em pleno sanado), quanto mais a idéia de comer carnes imundas, proibidas pelo Criador. Era inconcebível! Por isso rogaram a Yaohushua – o Criador - explicar-lhes tal versículo. E isso fez o Mestre, com todo amor. 

– Solicitemos agora ao Maoro’he, que esclareça o assunto para nós.

O título “A Tradição dos Anciãos” do capítulo quinze de Mateus/Man’yaohuh, não é inspirado (foi acrescido pelo tradutor conforme suas crenças pessoais) como se sabe; porém, é de significado ímpar. Ouça a arguição dos fariseus a Yaohushua:  Mt 15:2 – “Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem o pão”.

Observe que o enredo começa com uma tradição. Entre as muitas, infindáveis e enfadonhas tradições dos judaicos, tinha preeminência aquela de, antes de qualquer refeição, lavar as mãos ‘várias’ vezes (Mc 7:3), como se fora uma cerimônia solene. Aliás, era de fato uma ablução imposta; um cerimonial preceituado. Lavava-se tanto as mãos, não para torná-las limpas, como é normal, antes de qualquer refeição! 

Simplesmente era um hábito para satisfazer uma tola tradição que mais parecia um capricho dos anciãos, doutores da Lei. E ai de quem não procedesse assim!

Ouça isso, e veja se não dá para sorrir: “Não se tratava simplesmente de lavar-se com sabão e água e limpar-se. Não, não! Havia os movimentos certinhos que deviam ser feitos, tudo direitinho. A quantidade mínima de água que poderia ser usada devia caber pelo menos numa metade da casca de ovo. Então era preciso derramar um pouco d’água nos dedos e palmas da mão, primeiro uma, depois outra, erguendo a mão o bastante para que a água escorresse pelos punhos, mas não além deste ponto. Além disto a pessoa tinha de cuidar que a água não escorresse pelas costas da mão. E depois a pessoa deveria esfregar uma mão na outra, indo e vindo, para lá e para cá. Se não houvesse água nenhuma, poderia ser feita uma espécie de lavagem a seco, simplesmente fazendo os movimentos como se com água. Mas de modo algum a pessoa poderia sentar-se à mesa para comer sem ter praticado esta cerimônia.” – S. Doward.

Pois bem, Yaohushua e os discípulos, embora primassem pela higiene, não aceitavam nem concordavam com esse ritual, essa tradição vazia [oca] e sem nexo. Por falar em tradição, há uma que predomina em certa parte do cristianismo (eu a percebi quando fui um fiel batista). Parece que o diploma de um cristão sábio nas Escrituras é-lhe conferido pelo fato de pertencer a uma igreja – 30, 40, 50 anos – ou ter lido a Bíblia outras tantas vezes (o tal de Ano Bíblico). Ocorre que, ler é uma coisa, estudar é outra bem diferente, e, frequentar igreja décadas inteiras não quer dizer que tão somente por isso, a palavra desta pessoa seja doutrina e lei. 

Lembra-se? Yaohushua com apenas doze anos de idade deixou aturdidos homens envelhecidos, com ensinamentos que jamais penetraram em seus ouvidos, fazendo seus corações ferverem maravilhados. (Leia também Jó 32:6,9).

Então, estudando todo o capítulo 15 de Mateus/Man’yaohuh, depreendemos que aqueles anciãos transgrediam os mandamentos do Criador, mas suas pessoais tradições eram intocáveis, e colocavam-nas em lugar de destaque (Mt 15:3). Será que hoje ocorre ao contrário? Veja: A voz corrente do moderno cristianismo é adaptar-se ao mundo, fazendo o que a maioria faz, do que ouvir e fazer o que diz a santa Bíblia.

Já li de um escritor, líder da maior Igreja Evangélica do mundo, dizer que guarda o domingo, porque todo o mundo o guarda. Sei que você não concorda com isso, certo? Bem, ouça o que Yaohushua respondeu àqueles “condutores cegos”: Mt 15:7-8 - “Hipócritas, bem profetizou Yahshua’yaohuh a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim”.

Por conseguinte, o problema suscitado naquela oportunidade não é o da comida em si, mas a maneira de se comer, isso é muito claro. O verso 2 informa cristalinamente que a dificuldade residia em lavar ou NÃO lavar as mãos. Com relação à comida, os próprios fariseus disseram: “comer o pão”.

Lavar as mãos sete vezes era a tradição. Coisa que Yaohushua e os discípulos não abonavam, tanto que comiam sem praticar aquela ablução. Quanto à comida, era caso encerrado: os judaicos possuíam verdadeira idiossincrasia (repulsa em grau máximo) às carnes imundas, proibidas por YAOHUH UL’HIM, através de Seu Filho – o nosso Criador, Yaohushua. E como Yaohushua hol’Mehushkyah é o CRIADOR, autor da prudente, boa e sábia lei dietética, nada mais fiel aceitar que, sobre aquela mesa cercada de gente para comer, não havia comidas proibidas por Ele!

Isso é tão verdadeiro quanto comprobatório, pois tempos mais tarde após este incidente, Pedro/Kafos declarou, alto e bom som, muito dramaticamente, quando foi pelo Criador ordenado a comer alimentos que estavam no lençol de sua visão em Atos 10:14: “Nunca Maoro’he, comi coisa comum ou imunda”.

Ora, não estaria Pedro/Kafos mentindo para o Criador agora, se naquele acontecimento onde Ele estava presente em corpo, ou mesmo posteriormente, tivesse comido carnes imundas?

Portanto, está claro que, naquela oportunidade, quando Yaohushua mencionou o verso que estamos estudando, não havia sobre aquela mesa nenhuma carne proibida pelo Criador, e muito menos houve autorização para o seu consumo, pois desde este incidente de Mateus/Man’yaohuh 15 até Atos 10, passaram-se algumas décadas e Pedro/Kafos disse categoricamente, diante do lençol cheio de animais que descia do Céu: “Nunca, Maoro’he, comi coisa... imunda”.

Bem, é possível que alguém ainda questione esta Verdade, agarrando-se cegamente na declaração de Yaohushua em Mateus 15:17:  “Tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora”.

Meu amado, Yaohushua sempre Se serviu de parábolas e expressões metafóricas, para ilustrar Verdades eternas. Por isso que, relativo a esse verso, não podemos fazer uma aplicação literal, porque o Maoro’he Yaohushua nunca teve tal intenção. Sabe por quê? Porque nem tudo o que entra pela boca vai para o ventre e é lançado fora. Por exemplo: arsênico, formicida, soda cáustica, etc. E... você acha que Yaohushua não sabe disso? Não foi Ele que fez nosso estômago?

(Em sã consciência e usando o bom senso, também ninguém comeria alguma coisa envenenada para pôr à prova este texto. Isto seria tentar ao Maoro’he, o que é proibido por Ele mesmo).

– Dirá alguém: Yaohushua errou? Não amados! Mil vezes não! Yaohushua jamais erra. Claro como a luz solar, para os filhos da luz, foi o fato de que Yaohushua queria ensinar, com esta ilustração, não a autorização para consumir carnes que Ele próprio proibiu a milênios, mas a verdade de que: Mt 15:18-19 - “O que sai da boca, procede do coração. E isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”.

Yaohushua usa o vocábulo “coração” para representar a faculdade que planeja e decide. Na verdade a mente é a sede dos pensamentos e decisões. É aí onde atua o santo Espírito, e todos os atos e gestos são dirigidos por este comando motor (sensório). Desta maneira, estas “coisas” procedem, não do coração em si, mas, da mente!

O Mestre conhecia aqueles corações farisaicos de sobejo. E era esta relação de impurezas que povoava suas mentes [e continua a povoar as mentes de hoje, ao “teimar” e não entender o contexto desta passagem, somente para ter um “aval” para seus apetites desenfreados]. Acrescente-se a isso a repulsa que mantinham em não aceitar o humilde carpinteiro e Seus ensinamentos.

Mas, você, meu amado irmão, agora já conhece toda a história deste texto bíblico, e pode compreender com clareza que Yaohushua não está abonando o consumo de carnes proibidas por Ele mesmo, mas sim que é o “coração” (mente) o centro de tudo, no que tange aos sentimentos e, por isso diz a Bíblia: Pv 4:23 - “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida”.

Por conseguinte, irmão tenha sempre uma mente pura e demonstre seu amor ao querido Yaohushua não comendo o que Ele proibiu; afinal, Ele conhece o nosso corpo e por isto preparou a lista de Lv 11 para nos instruir. Certo? Além do mais, observe que os “animais imundos” foram criados como lixeiros para consumir os dejetos; produtos da morte!

 

“COMEI DE TUDO QUANTO SE VENDE NO AÇOUGUE”

Há pessoas tão endurecidas que não têm sequer consciência dos seus erros; outras são tão sensíveis que a cada momento estão se policiando e choram com o pensamento de que podem ou tenham cometido algum pecado.

Textos acessórios: I Co 8:9; 10:28 e 29; 8:7, 10-13.

Os princípios dietéticos de Levítico 11, juntamente com outros regulamentos sanitários e de saúde, foram planejados por um sábio Criador, a fim de promover saúde e longevidade.

Baseados como são na natureza e nas necessidades do corpo humano, tais princípios de modo algum poderiam ser afetados pela cruz ou ser exclusivo de uma nação (Yaoshor’ul). Princípios que contribuíram para a saúde 3.500 anos atrás, produzirão HOJE, os mesmos resultados hoje.

Antes do dilúvio, a média de vida foi de 900 anos (ainda sobre o efeito residual do fruto da Árvore da Vida), e após o dilúvio não superou os 200. Terá sido influência do regime alimentar?

• Comida dos homens antes do dilúvio: Cereais, legumes, frutas e nozes (Gn 1:29); além do fruto da Árvore...

• Comida dos animais antes do dilúvio: Ervas verdes (Gn 1:30). Nestes dias não haviam animais ferozes (carnívoros); além de que, os dentes dos seres humanos nunca ter sidos feitos para o consumo de carnes, já que para isto, tem-se que matar!

 

ANIMAIS QUE ENTRARAM NA ARCA DE NOÉ:

Limpos = 7 casais (Gn 7:2)

        - Para se oferecer sacrifícios (Gn 8:19 e 20).

        - Para alimento do homem – Gn 9:2-4 (Lv 11; Dt 14).

Imundos = 1 casal (Gn7:2).

        - Apenas para preservação da espécie, que é o suficiente no desempenho da função para que foi criado.

Antes do dilúvio, Noé já conhecia a distinção entre animais limpos e imundos (Gn 7:2, 3 e 8; 8:20). Daí o pressuposto que tal conhecimento provém de tempos bastantes remotos, bem como nos dá a certeza absoluta de que só os animais limpos eram oferecidos em sacrifício.

Agora, estudaremos um verso que, isolado do contexto, tem trazido uma mensagem equivocada e muitos dissabores. É da lavra paulina e diz: I Co 10: 25 – “Comei de tudo quanto se vende no açougue (mercado)...”.

Assim, aqueles que não comparam os textos a fim de descobrir a verdade que o apóstolo queria ensinar retiram de lá este verso [como que com o auxílio de uma pinça], fecham a Bíblia, e pronto. Estão, segundo pensam, livres para comer tudo que exista no açougue: Batráquio, molusco gastrópode, ofídios, répteis, etc. E nessa disposição intolerável, pensam ficar com a consciência tranquila, pois quem autorizou foi Paulo/Sha’ul. 

Alto lá! Paulo/Sha’ul jamais poderia ensinar tal aberração, pois se assim agisse, lançaria por terra a própria Palavra do Criador [Yaohushua – aquEle que o comissionou], e ele mesmo estaria cometendo tremenda contradição, haja vista ter advertido aos coríntios também: I Co 10:20 - “Antes digo que as coisas que os gentios* sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não quero que sejais participantes com os demônios”.

Nota de o Caminho:  Gentios - Yaoshorul’itas, ou seja, os da Casa de Yaoshor’ul, o Reino do Norte, espalhado por entre as nações, aos quase Sha’ul foi chamado para resgata-los...

Então, deve-se escrupular a compra do açougue? Certamente que sim!

A discrepância no aparente sincretismo paulino não está na letra, mas no apetite desregrado de muitos cristãos que estão se preparando para a Vida Eterna.

Sim, porque na realidade, só a primeira parte de I Co 10:25 é focada no sentido da pseudo-autorização para se consumir animais imundos, proibidos pelo Criador; porém, ater-se apenas a esta parte do verso, sem concluí-lo, desfigura-se a mensagem do apóstolo. O verso 25 de I Co 10 diz na sua segunda parte: “...Sem perguntar nada, por causa da consciência”.

Observe a enfática paulina: “Por causa da consciência”. A partir daí, as coisas mudam de figura e o soar da buzina já tem mais notas. O problema, portanto, não é o da comida em si, mas da consciência de alguém. Antes de prosseguirmos, convidemos o apóstolo Paulo a se apresentar para nós: At 22:3; Fl 3:5 e 6; At 26:4 e 5 - “Quanto a mim, sou varão yaoshorul’itas, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador do Criador, como todos vós hoje sois... circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Yaoshor’ul, da tribo de Ben’Yamin, hebreu de hebreus, segundo a Lei fui fariseu, segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na Lei, irrepreensível... A minha vida pois, desde a mocidade, qual haja sido, desde o princípio, em Yah’shua-oléym, entre os da minha nação, todos os judaicos o sabem, sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita de nossa religião, vivi fariseu”.

Seria portanto inacreditável achar que Paulo/Sha’ul, zeloso como se diz, hebreu de hebreus, fariseu de fariseus, consumisse ou autorizasse alguém a comer carnes imundas. Jamais! Isso nunca passou em sua cabeça. Então, como entender tal verso? Simples. A própria Bíblia traz a solução para o problema, quando comparados os textos no sentido de se ver aflorar a verdade ensinada.

Uma coisa que não é mistério para nenhum cristão é que, ao ser criado o homem, sua comida era puramente vegetal. Antes do dilúvio, dentro do plano original do Criador, nenhum animal destruiria o outro para sua manutenção. E pelo menos durante 1650 anos aproximadamente, o homem não teve autorização para comer carne. Vindo, porém o dilúvio, as águas, que levaram um ano e dez dias para baixarem (Gn 7:11 e 24; 8:3-14), exterminaram toda a vegetação; consequentemente o homem ficou sem alimento, e até que novamente plantasse para colher, o que comeria? Portanto, dadas as condições prevalecentes na Terra, o Criador, como Lhe aprouve, decidiu permitir o homem alimentar-se de carne, porém, em Sua onisciência especificou quais deveriam ou não comer; os animais limpos agora TAMBÉM fariam parte da alimentação do ser humano!

Em Levítico 11, o Maoro’he ensinou que os animais que não tivessem unhas fendidas e não remoessem deveriam ser evitados. Por outro lado, o Criador mencionou os nomes de alguns que jamais deveriam ser comidos pelo homem, entre eles, o porco (Suínos e seus derivados - verso 7). Se houve a preocupação divina com este animal, é porque, sem contestação, ele é nocivo e tem que ser evitado.

A verdade é que Paulo/Sha’ul, ao afirmar – “comei de tudo quanto se vende no açougue” – tinha absoluta certeza que a carne ali vendida era limpa, embora oferecida aos ídolos, fato que para o apóstolo não tinha relevância, pois seu conceito era de, o ídolo, nada ser (I Co 10:19), como de fato, nada é! Entretanto, é inegável que o escrúpulo por animais sacrificados não foi perdido quando o cristianismo foi introduzido aos estrangeiros (nós).

Por conseguinte, havia irmãos que não tinham uma fé sedimentada, e tais cristãos se escandalizavam quando outros comiam aquela carne. Por isso frisou Paulo/Sha’ul com clareza meridiana: “por causa da consciência”. Que consciência? Lógico, a consciência do irmão mais fraco na fé. Assim, todos os cristãos poderiam comprar qualquer carne no açougue [mercado], porque ali só era vendida carne limpa, desde que, esta atitude, não ofendesse a consciência de um irmão de débil fé, que é nosso dever respeitar e conservar. A liberdade espiritual de um cristão esclarecido não pode tornar-se pedra de tropeço para os que são fracos na fé. I Co 8:9.

A prova insofismável que os idólatras sacrificavam animais limpos está no incidente ocorrido com Paulo/Sha’ul e Barnabé na cidade de Listra, quando após ter Paulo/Sha’ul curado um paralítico, o povo achou serem as divindades por eles adoradas, Júpiter e Mercúrio, e queriam sacrificar-lhes touros (At 14:12 e 13). E touro é limpo. Lv 11:3.

Um dos sábios daqueles tempos – Plutarco (46-120 d.C.), morador em Corinto, relatou este fato de um jantar privativo, usando carne limpa: “O cozinheiro de Ariston fez sucesso entre os convidados do jantar não só por causa de sua habilidade geral, mas porque o galo servido aos comensais, embora recém-abatido como sacrifício a Hercules, era tão macio como se fosse de um dia.” – Citado por Jerome Murphy – O’Connor, St. Paul’s Corinth, pág. 101.

De uma coisa não duvidemos: Paulo/Sha’ul não deixa implícito neste texto (I Co 10:25), que a distinção entre carnes limpas e imundas tenha sido abolida. Tal assunto não está sob consideração. Na pauta está a debilidade da fé de alguém super-escrupuloso que, sendo um ser humano, também é alvo do sacrifício de Cristo, e assim merecia todo respeito e amor. Quando Paulo/Sha’ul focaliza neste assunto a consciência super-escrupulosa, ele sabe que tal consciência evita constantemente fazer algo errado. Por isso deve-se respeitar o irmão e recebê-lo em comunhão, apesar de sua super-escrupulosidade. Consequentemente, o assunto sob análise é específicamente o “comer carnes que possam ter sido sacrificadas aos ídolos” e não SOBRE alimentos imundos!!!

Muitos dos israelitas/yaoshorul’itas convertidos estavam vivendo entre pessoas ignorantes e supersticiosas, que faziam frequentes sacrifícios e ofertas a ídolos. Os sacerdotes deste culto pagão mercadejavam extensamente com as ofertas a eles trazidas; e os judaicos temiam que novos conversos pudessem levar descrédito ao cristianismo por comprar aquilo que tinha sido sacrificado aos ídolos, sancionando assim, em certa medida, costumes idólatras. Por isso o Concílio de Jerusalém/Yah’shua-oléym (Atos 15), determinou que os cristãos se abstivessem das carnes sacrificadas aos ídolos (At 15:29).

Por conseguinte, à luz da razão, para entender o significado de tais problemas, há que se conceber em que ponto os cristãos israelitas/yaoshorul’itas (Casa de Israel/Yaoshor’ul) e judaicos/yaohul’itas (Casa de Judá/Yaohu’dah) estariam aptos a concordar em assuntos de consciência. “Alguns, como Paulo/Sha’ul, puderam rapidamente mudar da ‘escravidão’ cerimonial do judaísmo para a ‘liberdade cristã’. Outros não puderam abandonar assim tão rapidamente as convicções e práticas de uma vida inteira”. Paulo/Sha’ul absorveu de tal modo o cristianismo que, em certas ocasiões, dá a entender uma ampla liberdade, a ponto de chocar-se com o pensamento dos demais apóstolos. II Pd 3:15 e 16.

O tempo gradualmente se encarregaria de esclarecer a mente do irmão super-escrupuloso, porém, não lhe lancemos pedras, porque, para situar-se dentro de sua consciência, neste fato, basta que alguém compre uma galinha que foi apanhada de um sacrifício de macumba na encruzilhada, mande cozinhá-la e coma.

Experimente: Se você conseguir comer, conforme I Co 8: 4: 10: 31, você é um cristão forte. Por outro lado, se esta carne não descer ao seu estômago, você é um cristão fraco e débil na fé. Eu jamais farei isso, porque sou um aficcionado radical do naturalismo. E você, mesmo não sendo vegetariano, conseguiria comer?

Portanto, “fraqueza” ou “debilidade” na fé, inseridas neste contexto, e em toda esta narrativa, será medida pelo grau de conhecimento e maturidade cristã, estribando-se na afirmação de que o ídolo nada é.

Assim sendo, a preocupação paulina não era que fosse imunda ou limpa a carne, mas sim a consciência do cristão, porque é errado violar a consciência de alguém, principalmente quando ela está em desenvolvimento espiritual, ou se trata de uma consciência super-escrupulosa.

Pois bem, agora vamos falar de algo bem sério. Aceitar que Paulo/Sha’ul não admite a separação de carne limpa e imunda, é concluir que o Criador fala uma coisa no Antigo Testamento e outra no Novo Testamento, o que jamais pode ser crido.

O Criador é coerente: O que disse nas primeiras páginas do Gênesis, reafirmou em todo o Pentateuco e nos demais profetas, confirmou nos evangelhos e ratificou nas epístolas e no Apocalipse. O profeta Isaías/Yahshua’yaohuh diz claramente que quem come carne de porco (imunda) não será salvo (Is 66:17; 65:4). É chocante ler tal afirmação, porém está na Escritura, e mais: a escatologia bíblica indica claramente neste capítulo que ele é extensivo à Nova Terra, fato que se depreende dos versos 20 a 24, razão porque, confirma o profeta Isaías/Yahshua’yaohuh, lá não entrarão os que comem carnes imundas.

Yaohushua disse que há peixes imundos (Mt 13: 47-48), e finalmente no livro de Apocalipse 18:2 lemos que a grande Babilônia “se tornou morada de demônios... e coito de toda ave imunda e aborrecível”. Por conseguinte, a lei dietética de Levítico 11 é ampla, abrangente e clara em toda a Bíblia Sagrada, salientando que em cima, sobre e sob a Terra, existem “seres” imundos que não devem ser consumidos. Outrossim, não se pode proibir ninguém de comê-los, desde que o indivíduo decidiu comer. Uma coisa, porém é certa: o Criador proibiu.

Pode-se até citar outros versículos isolados, onde se queira crer que há liberdade de comer as carnes proibidas; mas cuidado, pensar assim é dizer que o Criador Se desdiz. o Criador não é um rei terreno ou um ser limitado. Há perigo em contestar a vontade divina.

Tal disposição leva-nos à admitir que o homem do Antigo Testamento possuía uma composição biológica diferente da do homem do Novo Testamento. Pois que lá era proibido comer carnes imundas, e franqueado no Novo Testamento! 

Sofreu mutações fisiológicas o organismo humano? Jamais! Não há problema de ordem genética com o homem, ele é o mesmo desde a sua gênese, quando saiu das mãos do Criador, composto de todos os elementos da terra; lá (Antigo Testamento) e aqui (Novo Testamento).

Se tivesse havido evoluções ou mutações no sistema digestivo humano, ele não teria sido criado, como cremos, por um Criador sábio e santo; mas, admitindo que tal aberração tivesse ocorrido, esta foi ao inverso, porque os homens do Antigo Testamento foram sempre mais longevos que os do Novo Testamento. Certamente isto é devido ao seu regrado regime alimentar, evitando as carnes proibidas pelo Criador.

Sabe, irmão, para que não haja dúvidas, convidemos a maior autoridade deste Universo para resolver esta questão – Yaohushua hol’Mehushkyah. Preste atenção: – Andava o Maoro’he pelas pradarias de Gadara (Mc 5: 1-20 – além do Jordão/Yardayan), quando com Ele deparou-se uma legião de demônios. Estes rogaram a Yaohushua que os enviassem para uma manada de porcos que por ali andava (vv. 12-13). O Mestre ordenou lançarem-se ao mar, e assim, dois mil porcos foram destruídos. Imagine, se cada porco pesasse, por exemplo, 40 kgs; multiplicados pelos 2.000, teremos 80 toneladas de “carne” que daria, sem dúvidas, para matar a fome de milhares de pobres da região.

De outra feita, o Maoro’he encontrava-se perto de Betsaida (Jo 6: 1-5), quando os discípulos se deram conta que a multidão que durante todo o dia estivera com o Mestre, nada comera. Yaohushua então multiplicou 5 pães e dois peixes (João 6: 11), saciou a fome de 5.000 pessoas, e depois ordenou: João 6:12 – “...recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca”.

Como é isso? Quem se atreveria a contestar o Salvador? Em uma ocasião ordena estragar 80 toneladas de carne, e noutra, manda recolher restos de pães e peixes, para não se estragarem? Sim, não é uma incoerência? Não, mil vezes não! Amados, o que temos de admitir é que porco nunca foi alimento. o Criador criou o porco para uma função específica: Limpar a terra de sujeiras e imundícies, como fazem o urubu sobre a terra e o camarão, o siri, o caranguejo, mexilhões, a lagosta e os peixes de couro sob as águas. Nada mais!

Dessa forma, ninguém poderá contestar o Maoro’he Yaohushua, se Ele deixa claro que há animais puros e imundos. É nosso dever, pois, aceitar e praticar, deixando de consumi-los, advertindo também os demais, pois afinal, somos guardadores de nossos irmãos. Outro incidente na vida do Mestre que mostra a discriminação entre o imundo e o puro está nestas límpidas palavras:  Mt 13: 47-48 – “Igualmente o Reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda qualidade de peixes. E estando cheia, puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora”. 
Considere o que disse o Salvador do mundo: “Peixe ruim”. Sabe, este peixe é aquele considerado imundo e proibido através da lei dietética de Levítico 11 versos 9 a12, o peixe de couro! – Quem negará? Esta Verdade, foi negado por “tradutores” corruptos; desonestos!

Ora, meu irmão, hoje há uma volúpia de desejo para se comer as carnes que o Criador proibiu! No entanto, até as que Ele franqueou já é perigoso consumi-las; devido ao uso extremo de hormônios*.

Nota de o Caminho:  Hoje, os hormônios – principalmente nas carnes de frango – estão “adiantando” a puberdade feminina (as meninas entram em período fértil cada vez mais cedo) e “alterando” a puberdade masculina... Como tais hormônios são femininos, alteram o equilíbrio hormonal do home e assim, o que eles chamam de Liberdade de escolha sexual (GLS) na realidade é o hormônio feminino falando mais alto!

Quem pode garantir que o bife bovino que você comeu ontem não estava doente? Sim, embora a Saúde Pública aja no pleno exercício de suas funções higiênico-sanitárias na fiscalização aos animais de abate, o açougue, bem como os grandes frigoríficos não estão livres de serem ludibriados, e assim são enviados para as cidades animais com doenças de toda espécie, para serem consumidos por aqueles que, escravos do apetite, sequer põem em pauta o valor da saúde, o maior bem e dom do Criador.

Por fim, você poderá dizer: “Não é da conta de ninguém o que eu como”. Sim, pode ser certo que não seja da conta do irmão forte ou super-escrupuloso, mas é da conta de Cristo, pois foi Ele quem o criou; e por você morreu de braços abertos numa cruz (I Co 6: 19-20). Portanto, considere esses fatos!

PENSE: – Você nunca considerou com “seus botões” por que não come os doces dedicados a Cosme e Damião, distribuídos no dia 27 de setembro, nos EUA? E no Brasil, você não sendo católico, comeria um frango assado adquirido em um lance de leilão, nas festas em prol de algum santo? Que há de mal nos doces? Que mal há no frango? Há ou não há?

        – Há para os frágeis na fé! I Co 8: 13.

        – Não há, para os fortes, de fé amadurecida. I Co 8: 13.

Por causa dessa consciência débil, escrupulosa, para não levá-la a escandalizar-se, deve-se evitar coisas oferecidas a ídolos.

Na Nova Terra não haverá mais morte (Ap 21: 4); consequentemente, os animais não serão mortos também. Vivos, não os comeremos; qual será, então, a nossa alimentação?

 

O LENÇOL ZOOLÓGICO DE ATOS 10

Durante Seu ministério terrestre Cristo deu início à obra de derrubar o muro de separação entre judaicos e israelitas e apregoou a salvação a toda a humanidade. Ef 2:14.

Além da união entre as duas Casas (Israel/Yaoshor’ul e Judá/Yaohu’dah), basta estudar a Palavra do Criador para se descobrir a singela verdade de que é repudiada a discriminação racial, pelo fato de que Yaohushua morreria até por uma única pessoa. Por conseguinte, não deve haver racismo entre os homens. 

A Bíblia comprova que o pecado alcançou a todos, daí não haver uma raça de elite, separada, isenta de pecado. Da mesma maneira, foi por todos indiscriminadamente que o Salvador depôs Sua vida em uma ignominiosa cruz, cujo sangue imaculado pode justificar a mais degradada e pobre criatura da selva, como a mais bem preparada de qualquer Continente. Todos de igual maneira merecem a oportunidade de conhecer e viver o evangelho que restaura e salva; todos podem tornar-se cidadãos da família celestial. Nesta família não pode haver homens separados por quaisquer status ou nacionalidade. Assim, a Lei sempre foi válida para todos, yaoshorul’itas (Israel/Yaoshor’u como sendo a união entre as dias Casas, objeto de Yaohushua – Mt 10:5) e estrangeiros (nós)!

No Templo de Jerusalém/Yah’shua-oléym, devido ao legalismo, havia um limite para os estrangeiros. Uma placa indicativa dizia: “Nenhum estrangeiro pode passar além da balaustrada e da parede que cercam o lugar santo. Quem quer que seja apanhado violando este regulamento será responsável pela sua morte, que se seguirá”.

A visão de Pedro/Kafos do lençol repleto de animais, puros e imundos, relatada em Atos 10, tem sido utilizada para provar a liberação divina para se comer as carnes que foram proibidas ao homem, deixando os que assim crêem de consciência tranquila. Será, entretanto que essa tranquilidade continuará, ao descobrirmos agora exatamente o contrário?

A expressão divina – “Levanta-te, Kafos, mata e come” (Atos 10:13), isolada de seu contexto, tornou-se a mola mestra da engrenagem dos que se conformam com a superfície do versículo, mas a você, apelo outra vez: nunca se satisfaça com um texto isolado. Não é bom nem correto.

É preciso estudá-lo junto ao contexto, e, necessariamente, comparando com outras escrituras.
Descubramos, portanto, como deve ser estudado este capítulo maravilhoso de Atos 10:

Verso 1

“E havia em Cesaréia um varão por nome Cornélio, centurião da corte chamada italiana”.
Cesaréia era um “porto marítimo de Saron, construído por Herodes, o grande, em 13 a.Y. Residência dos procuradores romanos”. Por conseguinte, trata-se, possivelmente de um homem romano o bom Cornélio, pois além de um cargo militar altamente importante, servia em uma base radicalmente romana. Em última análise, uma coisa é líquida e certa, não esqueça, ele não era judaico, era um estrangeiro (JAMAIS diga: era um gentio, pois como temos deixado claro, gentio era como se dizia aos israelitas/yaoshorul’itas – a Casa de Israel/Yaoshor’ul, o Reino do Norte, espalhado por entre as nações – Is 9:1). Você por acaso sabe o que um judeu pensava a respeito de um gentio por essa ocasião?

Verso 2

“Piedoso e temente ao Criador, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava ao Criador.”

Que quadro lindo! Solenemente espetacular! Um proscrito para os judaicos amava e servia ao Criador (dos judaicos), e este amor era à prova de crítica. Vestido com roupa de trabalho, pois diz a Bíblia que ele auxiliava, socorria com seus bens os menos favorecidos, e dentre os tais, quem sabe, muitos judaicos. Era desprendida sua devoção, sincera, partia de um coração anelante por conhecer mais o Criador de Israel/Yaoshor’ul; talvez até mais que muitos judaicos legalistas. E o mais maravilhoso é que o Criador “atentou” para aquele que aos olhos dos judaicos não merecia sequer conhecê-Lo.

Da leitura dos versos 3 a 8, concluímos que o amor do Criador envolveu Cornélio e o prestigiou com a comissão de um anjo que trazia do Céu, a aprovação para seu gesto caridoso e amante, orientando-o a ir em busca do apóstolo Pedro/Kafos, dando-lhe para tanto as indicações, como: cidade, rua, casa e nº, etc.

Versos 9 e 10

“E no dia seguinte, indo eles em seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro/Kafos ao terraço para orar, quase à hora sexta (1/2 dia). E tendo fome, quis comer; e enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentido”.

Caro irmão, imploro agora sua esmerada atenção, para que você alcance a sabedoria do Criador que eu e você amamos. Toda vez que Ele queria ensinar alguma coisa ao homem, utilizava algo que lhe fosse peculiar. Como por exemplo: Ao lavrador, a terra. Ao boiadeiro, o gado. Ao apascentador,  a ovelha; ao pescador, a rede; etc. Como o Criador desejava transmitir algo sublime e maravilhoso a Pedro/Kafos, que melhor ilustração utilizaria senão aquilo que estivesse mais intimamente ligado à sua condição no momento, isto é: comida? (Pedro/Kafos estava com fome, diz o teto).

O Maoro’he estava assim, preparando Pedro/Kafos para a grande mensagem. Assim, conforme dizem os versos 11 e 12, o Criador mostrou-lhe em visão, o famoso lençol zoológico, e pateticamente declarou:

Verso 13

“... levanta-te Pedro, mata e come.”

Tal ordem suscitou imediatamente do obediente apóstolo a dramática, sincera e inolvidável declaração:

Verso 14

“...De modo nenhum, Maoro’he. Porque nunca comi... coisa imunda.”

Observe o irmão, a magnitude do acontecimento, que se repetiu por três vezes, voltando a se recolher ao Céu, conforme os versos 15 e 16.

Os versos 17 e 18 relatam que Pedro/Kafos estava desconcertado com aquela visão, e, tentando chegar a uma conclusão razoável; pôr em ordem os seus desencontrados pensamentos, quando – pasme – batem à porta. Eram os homens que o bom Cornélio enviara, conforme instrução do Criador. Atenção agora para o verso seguinte:

Verso 19

“...Eis que três varões te buscam.”

Em meio ao aturdimento de Pedro/Kafos, o Criador avisa-o que “três varões” o procuravam e que ele, sem demora, deveria descer e se apresentar aos estrangeiros, pois fora enviados por Ele. Observe, prezado irmão, as nuanças da visão, os detalhes divinos...

        • A visão apareceu a Pedro/Kafos três vezes.

        • Também três varões apareceram-lhe, enviados por Cornélio, com a indicação do anjo do Maoro’he.

        .• o Criador lhe deu a visão exatamente na hora em que Pedro/Kafos estava com fome, para melhor aguçar a lição que desejava ensinar ao apóstolo. O apetite é um grande teste. Tudo é maravilhoso, não acha? No verso 22, os varões falaram a Pedro/Kafos a respeito de Cornélio; da aprovação do Criador para com ele e do anjo que os enviou à sua procura.

Pedro então, imediatamente recebeu-os em casa, e no dia seguinte, tomando alguns irmãos de Jope, rumou para Cesaréia, a fim de realizar um grandioso trabalho missionário, conforme a leitura do verso 23. Um dia depois, chegam ao seu destino, e maravilhados contemplam um grupo de estrangeiros, sedentos do evangelho, almejando a salvação bem como trilhar os caminhos do Criador, segundo se depreende da leitura dos versos 24-27.

Diante deste quadro, Pedro/Kafos reprime as lágrimas, cumprimenta os estrangeiros afetuosamente, e se prepara para lhes anunciar as boas novas da salvação.

Sinceridade, submissão e humildade são características daqueles que de fato almejam fazer a vontade do Criador e preparam-se para o Seu Reino terreal; sob essa bandeira que deve ser a minha e a sua atitude para com a Bíblia, ouçamos o apóstolo Pedro/Kafos:

Verso 28

“E disse-lhes: vós bem sabeis que não é lícito a um varão judeu ajuntar-se ou achegar-se a estrangeiros: mas o Criador mostrou-me que A NENHUM HOMEM CHAME COMUM OU IMUNDO.”

Os judaicos achavam-se os únicos dignos da graça do Criador, e por isso consideravam todos os demais como imundos, na pura acepção da palavra. Entretanto o evangelho não é exclusivo de grupos privilegiados ou nação isolada (embora Israel/Yaoshor’ul FOI e CONTINUA sendo o Seu Povo Eleito – Rm 11:1-4 – foram cortados da Árvore após a morte de Esteban e enquanto não aceitarem ao Messias, não serão reenxertados); e, como a mensagem do Evangelho Eterno deveria alcançar todas as pessoas, aprouve ao Criador forjar um encontro entre o judeu e o estrangeiro [para que se cumpra o último sinal do Fim dos tempos – pregação do evangelho a todo o mundo], isso por meio do apóstolo Pedro/Kafos, que entre todos, parecia ser o mais apegado às tradições e ao exclusivismo nacional e espiritual.

Do verso 29 a 33, Cornélio, o estrangeiro a quem o Criador amava e queria que ouvisse do evangelho que vem dos judaicos, relata a visão que tivera e como tomara a decisão de mandar buscar a Pedro/Kafos, declarando:

Verso 33

“...Agora, pois, estamos todos diante do Criador para ouvir tudo quanto pelo Criador te é mandado”.

Diante de fatos tão sublimes, vendo a operação maravilhosa do santo Espírito [Yaohushua, onipresente em espírito, desde o Pentecostes] naqueles corações; observando como o Maoro’he estava demonstrando Seu amor por pessoas de outra raça, Pedro/Kafos deixa cair por terra sua tradição e preconceito de que os estrangeiros não eram dignos da salvação nem do favor do Criador, e, exclamando com toda veemência, quedado diante da Onipotência divina, diz:

Versos 34 e 35

“...Reconheço por verdade que o Criador não faz acepção de pessoas; mas que Lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, O teme e obra o que é justo”.

Como é clara a verdade divina ensinada ao apóstolo Pedro/Kafos! o Criador ama a todos os homens; quer salvar a todos indistintamente. Morreu por todos: judaicos, israelitas e estrangeiros. A cruz atrai todas as raças e une todos os povos.

Dos versos 36 a 48, é relatada a convicção de Pedro/Kafos de que aqueles estrangeiros foram aceitos pelo Criador, e assim não hesitou em pregar-lhes com poder as boas novas da salvação. E nesta oportunidade, para sedimentar Sua aprovação por aquele sincero grupo de crentes estrangeiros, revelando publicamente Seu agrado, o Criador veio em Espírito (que é Santo), causando espanto geral. Era a aprovação total. O amor do Criador alcança a todos, judaicos e estrangeiros, em todos os lugares, graças ao Criador!

O episódio não termina aqui. Quando a igreja em Jerusalém/Yah’shua-oléym soube do ocorrido, levantou-se contra Pedro/Kafos, com a prerrogativa de haver-se misturado com gente tão repelente e imunda, os estrangeiros. Intima-o a retratar-se. O apóstolo então, cheio do Espírito, apresenta-se diante da oholyao-sede; e, relata como o Criador lhe mostrara, através de uma visão de animais [imundos & limpos] em um lençol, que todas as pessoas, de toda tribo, raça e língua, desde que O tema e guarde Seus mandamentos, são dignas do amor, da Graça e da salvação pelo sacrifício eterno de Yaohushua.

E muito mais! o Criador não somente revelou Seu amor pelos estrangeiros como os agraciou com o derramamento do Seu poder (Leia Atos 11:1-17).

Contra este argumento não houve reação; e, portanto a posição da oholyao-sede não poderia ser diferente. Leiamos:

Atos 11:18

“E ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram ao Criador, dizendo: Na verdade até aos estrangeiros deu o Criador o arrependimento para a vida”.

Como vê, irmão amado, é simples, puro e cristalino como água na folha de inhame. Não há aqui interpretação humana. Não há necessidade de torcer nada e muito menos adaptar-se a qualquer tipo de conveniência. É uma verdade clara que brota como luz da aurora no coração sincero. A oholyáo de Jerusalém/Yah’shua-oléym não mudou a Bíblia; mudou sim, sua posição em relação aos estrangeiros pelo testemunho de Pedro/Kafos, que por sua vez mudou sua opinião através do ensino do Criador por meio de um lençol de animais “imundos” associados a animais “limpos”.

Hoje, lamentavelmente ocorre o contrário. Muitos preferem mudar a Bíblia, tentam adaptá-la à sua opinião. Que não seja esta sua atitude, meu querido irmão. Pois bem, fica determinado pela Bíblia, sem nenhuma dúvida, que o Criador utilizou um lençol de animais puros e imundos para ensinar a Pedro, quando este estava com fome, que “nenhum homem é comum ou imundo” e “que o Criador não faz acepção de pessoas”; pois, todos de igual modo, merecem a oportunidade de conhecer e viver o evangelho que restaura e salva. Todos podem tornar-se cidadãos da família celestial, mas..., se não acontecesse essa visão, jamais Cornélio e sua família ouviriam de Pedro/Kafos esta mensagem que salva, dada sua posição contra os pobres estrangeiros.

Isto sim, mas nunca para autorizar a comer carnes imundas. Irmão, a oholyáo de Jerusalém/Yah’shua-oléym foi humilde e sincera. Você também decidirá pela Verdade? Decisão envolve coragem! Você é um forte, pois Cristo lhe dá poder. Ele estava levando Seu apóstolo a sentir “FOME” pela salvação de todas as pessoas; de todas as raças, em todos os lugares do Planeta Terra!

“Essa visão tanto serviu para repreender a Pedro/Kafos como para instruí-lo. Revelou-lhe o propósito do ETERNO – de que pela morte de Cristo os estrangeiros deviam tornar-se co-herdeiros dos judaicos, nas bênçãos da salvação. Até então nenhum dos discípulos pregara o evangelho aos estrangeiros...

PENSE NISSO:

A visão do lençol de Atos 10 foi uma prédica divina para mostrar a Pedro/Kafos que todos são iguais e, simultaneamente, prepará-lo para o derramamento do santo Espírito sobre Cornélio, semelhante ao Pentecostes (Atos 10:44-47). E isto foi a comprovação ipso-facto, de que o Criador não faz acepção de pessoa, mesmo! Agora ouça Paulo/Sha’ul, escrevendo aos Romanos 10:12-13: “Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Maoro’he de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque todo aquele que invocar o Nome do Maoro’he será salvo.”

CURIOSIDADE 

Atos 11: 12 – Disse Pedro/Kafos:

“...e também estes SEIS irmãos foram comigo, e entramos em casa daquele varão (Cornélio)”.

Na lei egípcia que os judaicos conheciam bem, eram preciso SETE testemunhas para provar completamente um caso judicial ou qualquer outro.

Na lei romana também; e, eram necessários SETE selos para autenticar um documento que fosse realmente importante como um testemunho, para os hebraicos. 

Portanto, havia SETE testemunhas deste fato. Pedro/Kafos + 6 = 7.

Amnao!

 

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